Departamento de Educação Infantil - Queimadas - Bahia

Departamento de Educação Infantil - Queimadas - Bahia

sábado, 27 de outubro de 2012

Sala de Educação Infantil na Escola Cecy Souza - Queimadas - Ba


O Educador Infantil pode aproximar as crianças de universos culturais e sociais diversos.
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Com sensibilidade, criatividade e realizando pesquisas, o educador será capaz de criar peças simples para apresentar aos pequenos algumas histórias sobre os mais diversos mundos.
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Lendas do nosso folclore, tão rico nas diferentes regiões do país. Narrativas fantásticas dos vários povos que formaram o nosso povo brasileiro, como: contos de fadas dos europeus que para cá vieram; histórias das tribos africanas que foram trazidas nos navios negreiros; mitos dos indígenas que já viviam por todo este nosso território... e até histórias dos imigrantes, viajando num tapete mágico das mil e uma noites de origem árabe, ou com o fantoche nos ensinando a fazer os origamis que os japoneses trouxeram, dentre tantas outras possibilidades.
Deste modo, o professor estará criando oportunidades para que as crianças percebam o quanto nossa diversidade cultural é rica, e ensinando a respeitar as diferenças e a superar a discriminação. Além disso, as histórias podem envolver também o cuidado com a natureza e o meio ambiente, utilizando personagens inspirados na nossa fauna e flora, e despertando desde cedo à necessidade de preservação.
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Na educação infantil se trabalha com leitura sim...e muito. Pois quanto mais cedo histórias orais e escritas entrarem na vida das crianças, maiores as chances de elas gostarem de ler.
Primeiro, as crianças escutam histórias lidas pelos adultos, depois conhecem o livro como um objeto. Mesmo antes da alfabetização, folheando e olhando figuras, as crianças estão lendo, do jeito delas.
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Elas também aprendem observando o gesto de leitura dos outros, as chamadas “práticas de leitura e de escrita”. Além de ter acesso aos materiais de leitura, como livros e revistas, as crianças devem aprender a usá-los.
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Por isso se recomendam as práticas de roda de leitura, contação de histórias, leitura de livros, sistema de malas de leitura, de cantinhos, brincadeiras com livros.
Então, os Educadores Infantis, ao pronunciar as palavras mágicas: "Era uma vez..." um mundo fantástico se abre na imaginação dos pequenos leitores que avidamente bebem o mundo encantado descrito pela educadora...e esse sentimento cultivado pela leitura e tantas outras possibilidades, são fundamentais para o desenvolvimento de inúmeras habilidades e competências do ser humano.
  
REFERENCIAS

 BRASIL. Ministério da Educação. 1996. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil(Conhecimento do Mundo),Volume 3

Sala de Educação Infantil - Escola São José - Faz. de Cima


Sala de Educação Infantil - Escola São José - Faz. de Cima

Nos fundamentos dos domínios da Psicologia do Jogo foi possível compreender que as teorias psicológicas clássicas sobre o jogo infantil levam os educadores a concluir importância da possibilidade de estimular capacidades maturacionais com jogos infantis. 

O autor clássico, Freud, defendeu que a atividade mais intensa e favorita da criança é o jogo, a brincadeira. Sendo assim, podemos propor que a infância é o tempo do brincar. Uma criança brincando, indaga Freud, estaria se comportando de forma similar à de um poeta; ou seja, criando um mundo particular para si mesma e adequando este mundo novo ao seu prazer (aquilo que não lhe agrada é reajustado ao seu agrado, nas brincadeiras) ?
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É no brincar que a criança se comporta como um escritor criativo, construindo uma nova ordem de coisas que lhe agrade. O jogo infantil comporta então esta reconciliação dos dois princípios presentes na dialética da desilusão / ilusão: o princípio de realidade se instaura na perda do objeto através de sua representação, e a partir daí é instaurado um espaço ilusório que permite a mediação entre o desejo e sua interdição. Nesta visão o brincar é constituinte do fantasma, reordenando-o num fluxo permanente de deslizamento metonímico-metafórico. O brincar modifica então a dinâmica do sujeito, pois sua dimensão simbólica renova a construção fantasmática. 
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Assim, brincando, a criança leva o mundo bem a sério e faz uma perfeita distinção entre a realidade e o jogo. Tavares nos lembra que para Freud a antítese de brincar não é o sério, mas o que é real” (Freud, 1976, p. 149).
Freud referia-se, certamente, a esse real como realidade dos adultos.
Desse percorrido depreendemos que o brincar, o jogo e o faz-de-conta é imprescindível na estruturação psíquica de uma criança. É o que lhe permite funcionar sem cair no real, isto é, não ficar reduzido a um ‘joelho’ – , nem na alienação absoluta no Outro, ou seja ser ecolálico. É o que permite, como diz Charles Melman (1997), certa liberdade subjetiva.
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REFERENCIAS
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FREUD, S. Cinco lições de Psicanálise – Contribuições à psicologia do amor. Tradução de Durval Marcondes, Rio de Janeiro, Imago, 1997, p. 59.
FREUD, S. Além do princípio do prazer Tradução de Christiano Monteiro Oiticica, Rio de Janeiro, Imago, 1998
FREUD,S.(l9l4). Algumas reflexões sobre a Psicologia escolar. Edição Stardart Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. XIII, Rio de Janeiro, Imago, 1974
TAVARES, E. E. O Brincar na clínica com crianças. Ato e Interpretação, Ano VIII, nº 14, APPOA, Março de 1998).
WINNICOTT, D.W Gesto Espontâneo. São Paulo, Martins Fontes, 1990

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Como entender a infância? O que torna a infância um tempo específico? Ela é um tempo de não fala, um tempo de não ter o domínio da razão, do verbo, da lógica do pensamento racional. A infância se define pelo negativo, essa sempre foi a tendência. A infância era uma espécie de fase mais próxima entre o bicho e o ser humano: tempo dos instintos, do choro, do não controle, dos caprichos. 


Ela é vista como um tempo que não tem identidade, que não se define por si mesmo, se define em relação à vida adulta, tida como o tempo nobre da vida humana. A vida adulta é o tempo do raciocínio, da fala, das grandes decisões, da gestão do mundo, da gestão da cidade e, nesse sentido, todos os tempos anteriores à vida adulta são considerados tempos preparatórios. Mas eu não considero que a infância seja uma preparação para a cidadania. 

A infância é um tempo de cidadania.

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